ONLINE
0
Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saber mais.
  The best bookmakers at: I want to seize these offers now!

Coisas que demorei para aprender – Parte I

Coisas que demorei para aprender – Parte I

Embora experiência nas mesas não possa ser comprada, estudo, de forma adequada, é o que separa bons de excelentes jogadores.

por Academia   |   Comentários 0

Lembro que quando, realmente me apaixonei pelo pôquer, na época em que ainda cursava a faculdade de Direito, passei a buscar o máximo de conhecimento possível. Naquele momento, eu e alguns amigos tínhamos um home game que se formava duas vezes por semana.

Desde o inicio desses jogos, eu era vencedor. Meus resultados não eram fruto de genialidade ou talento natural. Nunca me enganei a esse ponto. A diferença primordial entre eu e meus amigos, era que eu estudava pôquer, revirando a internet atrás de todo material gratuito que existia naquele momento. Com os valores advindos de minhas sessões positivas, comprava livros sobre o jogo. Sinceramente, não sei ao certo quantos livros de pôquer li, mas foram vários, em português e em inglês. Assinei sites de treinamento e assisti praticamente todos vídeos sobre pôquer que estão no YouTube. Sintetizando: eu amava devorar qualquer material que achasse sobre o jogo.

Dito tudo isso, após algum tempo jogando, e o esporte se tornando cada vez algo mais sério em minha vida, ficou evidente que, as mentes que mais se preparam para obter resultados positivos, serão aquelas que ficarão com mais dinheiro a longo prazo. Obvio que existem os prodígios e gênios, mas esses são a exceção, e como tal devem ser tratados. Em um contexto geral, trabalho duro bate talento.

Conforme foi se dando minha formação como jogador, fui me dando conta naturalmente de determinadas coisas, entendendo melhor a variância, a importância dos conceitos, de seleção de mesa e de adversários. Cada vez ficava mais nítida à complexidade do pôquer. Sabia que o trabalho seria árduo, mas tinha certeza de que ele se pagaria.

Então, para quem busca subir os degraus no esporte, eu certamente diria para ter calma e confiança. Calma, porque o processo é lento e gradativo.  Sempre existirão os dias ruins e que nos farão questionar uma série de coisas. Isso é tão natural, quanto inevitável. Confiança, principalmente, porque é preciso confiar e acreditar no processo. Você precisa traçar um plano de estudo, e acreditar que ele o fará um jogador melhor. Evidentemente, é preciso planejamento para que isso ocorra. Acredite no processo, estude com afinco, procure materiais de qualidade. Ser vencedor no pôquer é o fim, mas acredite, o meio é o mais importante.

Observe como bons jogadores se portam na mesa, como jogam as mãos, tente anotar mentalmente as mãos que jogam e seus showdowns, os sizes que fazem, desde o pré-flop até o river. Seus ranges de acordo com a posição em que estão. Tente ir incorporando ao seu jogo, aquilo que você gosta, não se esquecendo que cada jogador tem um estilo e forma de pensar único. No pôquer, dois mais dois não serão necessariamente quatro. Nosso jogo vive em constante evolução e mudança. Se adapte a isto!

Portanto, já finalizando esta primeira parte, o conselho que eu daria, seria: estude mais do que jogue! É natural que iniciantes queiram jogar muito mais do que estudar, e eu acho isso bem ok e standard. Mas com o tempo, ao buscar cada vez jogos mais altos, o estudo e a correta formação do player, serão o diferencial entre diversos outros regulares. Conheço alguns jogadores bons e decentes que nunca estudaram o jogo da forma que deveriam e, não tenho dúvidas, eles não chegam aos pés daqueles teóricos e estudiosos. 

A decisão é sua: somente jogue e seja mais um em meio a tantos outros, ou estude, vá atrás de toda informação que puder, devore a teoria sobre o jogo, se destaque perante o field e faça do pôquer algo realmente sério e lucrativo em sua vida.

Daniel Dornelles

AMPLIANDO A GAMA DE MÃOS EM POSIÇÃO
, , , , , ,

Partilhar "Coisas que demorei para aprender – Parte I" via:

Enviar comentário

Comentário (0)