Comissão Parlamentar de Inquérito amplia prazos de apuração para desvelar esquema de manipulação de jogos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas no Senado Federal está se aprofundando em investigações que envolvem dois importantes nomes do futebol brasileiro: Lucas Paquetá, meio-campista do West Ham, e Luiz Henrique, atacante do Zenit. O foco da investigação é um suposto esquema que teria como alvo os cartões amarelos recebidos por ambos os jogadores em partidas de competições nacionais e internacionais. Através de transações financeiras suspeitas e apostas realizadas em plataformas ilegais, a CPI busca descobrir a extensão das fraudes e possíveis vínculos com familiares e intermediários.
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Uma das principais linhas de investigação revela uma suposta articulação onde atletas forçariam a aplicação de cartões amarelos com o objetivo de beneficiar apostadores previamente informados. Relatórios recentes mostraram um fluxo financeiro substancial entre os jogadores e pessoas ligadas a esses esquemas, levantando questionamentos sobre a possibilidade de manipulação de resultados. Diante da gravidade das suspeitas, a CPI prorrogou suas atividades por mais 45 dias, reconhecendo a necessidade de coletar provas contundentes e garantir os depoimentos dos jogadores envolvidos.
Os registros analisados pela comissão revelam que Lucas Paquetá se tornou um dos principais alvos. O jogador é investigado por sua atuação em quatro partidas na Premier League, especificamente nos confrontos contra Leicester City, Leeds United, Aston Villa e Bournemouth. Nestes jogos, a CPI encontrou indícios de apostas altas relacionadas ao número de cartões amarelos que Paquetá recebeu, com ganhos direcionados a pessoas próximas ao atleta. Bruno Tolentino, tio de Lucas, é citado como um dos principais beneficiários dessas apostas, tendo movimentado aproximadamente R$ 839 mil em transações bancárias que, segundo a CPI, são incompatíveis com sua renda oficial.
Em defesa, os advogados de Paquetá argumentam que não há evidências concretas de envolvimento do jogador na manipulação dos cartões. O atleta, que enfrenta uma
possível suspensão pela Federação Inglesa, tem buscado postergar seu depoimento no Brasil até que a instituição tome uma decisão. Contudo, a CPI permanece firme em sua missão de investigar a fundo todas as alegações, com a possibilidade de levar o caso a instâncias criminais dentro do Brasil.
No que diz respeito a
Luiz Henrique, as suspeitas surgiram após a CPI identificar um pagamento de R$ 30 mil feito por Bruno Tolentino logo após um jogo no qual ele também recebeu um cartão amarelo. Essa transação levanta preocupações sobre a participação do atacante em práticas semelhantes às que envolvem Paquetá. Durante sua passagem pelo Real Betis, na Espanha, Henrique
já havia sido advertido em momentos que agora são considerados suspeitos, e análises mais profundas indicam que houve movimentações bancárias problemáticas imediatamente após essas advertências.
Um dos elementos centrais das investigações é William Rogatto, autodenominado "
Rei do Rebaixamento", que já
confessou manipular resultados de várias partidas no Brasil. Atualmente preso pela Interpol em Dubai, Rogatto pode ser fundamental para o desenrolar do caso, prometendo entregar provas que elucidam a atuação de jogadores, apostadores e intermediários no vasto mercado de apostas esportivas. O presidente da CPI, senador Jorge Kajuru, manifestou confiança de que as declarações de Rogatto podem articular ligações diretas entre os atletas investigados e práticas de manipulação.
Com
relação às punições, a CPI propõe um
pacote de medidas rigorosas voltadas ao combate a fraudes esportivas. Entre as sugestões estão: aumento nas penas para crimes relacionados à manipulação, criação de mecanismos de rastreamento de padrões suspeitos em apostas, e proibição de que jogadores participem de apostas diretamente ou através de terceiros. Essas iniciativas visam fortalecer a integridade do futebol brasileiro e prevenir novas fraudes.
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O
impacto desse escândalo no cenário esportivo é significativo, gerando repercussões tanto para Lucas Paquetá quanto para Luiz Henrique. Ambos
correm o risco de sofrer sanções severas que podem resultar em
rescisões contratuais e afastamento de seleções nacionais. Além disso, essa situação trouxe à tona a discussão sobre a integridade do esporte em escala global, mostrando que a manipulação de resultados não é um problema restrito à esfera nacional.
A investigação da CPI continua em aberto e novas revelações devem surgir, podendo alterar drasticamente a percepção pública sobre o futebol brasileiro e suas práticas de apostas. Autoridades responsáveis pelo esporte sentem a pressão para implementar
regras mais rígidas que garantam a lisura e a ética nas competições, protegendo assim a credibilidade tanto do futebol local quanto internacional.
Afinal, no
cenário atual das apostas esportivas, a necessidade de medidas preventivas torna-se cada vez mais urgente, visando não apenas a responsabilização dos envolvidos, mas também a
salvaguarda da integridade do esporte.