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Tópico: Inteligência Racional X Inteligência Emocional  (Lida 339 vezes)

Offline pedropereira14

  • Mensagens: 232
  • Transformar ameaças em Oportunidades
    Inteligência Racional X Inteligência Emocional
    « em: Março 31 2015, 14:51 »
    Inteligência Racional X Inteligência Emocional
    Inteligência Racional X Inteligência Emocional

    Se juntarmos a capacidade de trabalho ao conhecimento e ao controle emocional, estaremos trilhando um caminho de sucesso.

    Este artigo é uma reflexão da importância da Inteligência Emocional no trabalho de um trader.


    Quando dizemos ou reconhecemos que alguém é inteligente estamos normalmente reconhecendo a inteligência racional que traduz resultados tangíveis, mensuráveis e na maior parte das vezes serve de base para tomada de decisão.

    Embora muitas vezes desconhecida ou menosprezada, a inteligência emocional é o que permite manter um equilíbrio saudável em tudo aquilo que fazemos na nossa vida.


    Definição de Inteligência Emocional

    A inteligência emocional representa a capacidade para compatibilizar as emoções e a racionalidade: usar as emoções para facilitar a razão e raciocinar inteligentemente acerca das mesmas.

    Para ser um bom líder é preciso ter competências de carácter emocional e social. Os líderes de inteligência emocional desenvolvida, têm maior sucesso e chegam mais longe na sua carreira.

    Citando o artigo do Bezos na Academia das Apostas: “Viver do Trading”:
    «Como em tudo na vida, ter sucesso na Betfair exige muito trabalho, estudo e dedicação, pelo que a idealização, construção, implementação e teste de um método demandará muitas noites sem dormir, muitos cálculos, inúmeras ponderações e muitas dores de cabeça. Não se iludam! O lucro fácil não existe!»

    Podemos assumir sem grande contestação, que jovens estudantes ou profissionais já licenciados nas áreas da engenharia, economia, finanças ou gestão, reúnem boa sabedoria, que se lhe acrescentarmos o gosto e conhecimento pela prática esportiva, estão reunidas as condições para poder a médio/longo prazo ser uma fórmula de sucesso no trading.
    Em particular todos os que nascemos antes da década de 90 (60, 70 e 80), crescemos a jogando bola na rua e nas escolas com os nossos amigos e aos fins-de-semana acompanhávamos os nossos pais e avós aos jogos do clube do coração. Isto nos permitiu ter um conhecimento do jogo que é reconhecido com o título de "treinador de bancada".

    Há no entanto uma "VCS" (Variável Crítica de Sucesso) que pode validar ou invalidar em definitivo a combinação supostamente vencedora que identifiquei no parágrafo anterior: o controle emocional perante os diversos incidentes que, por exemplo, um jogo de futebol pode oferecer.

    Aquele frio na barriga quando uma equipe é completamente dominadora, cria oportunidades de gol de 5 em 5 minutos, e de repente sem que nada o fizesse prever há um contra-ataque do "underdog" (time que não é o favorito) e o gol acontece.
    Aqui certamente mais de 90% dos apostadores entram em estado de "Tilt" e apenas 10% terão capacidade para naturalmente agirem de forma fria e racional sem que as emoções resultantes do acontecimento afetem o seu discernimento no que às suas ações seguintes diz a respeito.

    No entanto a amostra era constituída na sua totalidade por potenciais traders que do ponto de vista racional e cognitivo reuniam o perfil do "trader ideal".


    Uma história como analogia

    Alguém se prepôs em 12 anos a fazer carreira na área de gestão de empresas estabelecendo como objetivo desempenhar a função de diretor geral em uma empresa que apresentasse um balanço contabilístico ao nível de uma média ou grande empresa.

    Porém o objetivo só seria alcançado se durante este trajeto, os resultados das funções que iria desempenhar fossem alcançados e reconhecidos pelo mercado de forma a poder receber propostas de trabalho, que lhe permitissem mudar de empresa e consequentemente passar a desempenhar funções em um nível superior ao que desempenhava antes; isto deveria acontecer por 3 ou 4 vezes.

    Efetivamente, ao fim de 8 anos, este personagem alcançou o seu objetivo de médio-longo prazo, e durante 5 anos foi diretor geral de uma PME sendo reconhecido ao fim de dois anos, como um dos gestores com mais sucesso na indústria. Este reconhecimento foi vinculado quer pela imprensa especializada, quer pelos empresários e gestores das principais empresas do sector.

    O seu ego em sentido figurado era igual ao de quem tem "o rei na barriga".

    Passado algum tempo entrou em litígio com a Administração, e como sabia que tinha uma procura quase imediata por parte dos principais concorrentes do setor, achou que poderia arrastar um processo em tribunal durante vários anos e recusar diversas propostas de trabalho.

    Todo o foco deste personagem estava no reconhecimento público, vinculado por um tribunal de que a razão estava do seu lado.
    O final da história, creio que a maioria dos leitores já conseguiu descobrir: não há pessoas insubstituíveis e assim a vida continua.
    Neste caso fechou em definitivo a possibilidade de novamente entrar em uma indústria onde foi premiado e reconhecido.

    Tudo isto porque as emoções comandaram as decisões que tomou.

    Este foi um exemplo de alguém que tinha com certeza uma inteligência racional talvez acima da média, mas que por outro lado demonstrou ter uma inteligência emocional que não lhe permitiu conciliar as emoções e a razão, de forma a decidir com valor esperado positivo.


    A passagem para o trading em jogos de futebol

    Tive contato com esta atividade há aproximadamente 5 meses. Estava familiarizado ao nível de futuros financeiros, já que vejo e pratico esportes desde que me começaram a crescer os primeiros dentes. Adoro futebol e considero-me um excelente "treinador de bancada".

    Em pouco tempo experimentei 2 ou 3 softwares, li os 2 livros do Paulo Rebelo, e seguindo muitos dos concelhos que tive oportunidade de ler e ouvir, já fiz com certeza mais de 500 jogos com todos os perfis possíveis e imaginários.

    Concluí que talvez possa continuar desde que garanta que as causas ou motivos que me levaram a perder a banca não se voltem a repetir.

    Isto porque após cautela e análise dos motivos que fizeram com que o total do lucro de mais de 100 jogos seguidos fosse perdido em menos de 15 minutos, ficou perfeitamente evidente que sem conseguir controlar as minhas emoções não vou com toda a certeza, continuar a insistir na prática de uma atividade cujo resultado final é tendencialmente negativo.

    Assim, depois de algumas pesquisas (aconselho investir tempo em pesquisa) encontrei várias abordagens sobre a relação entre as teorias sobre a inteligência emocional e a sua relação e implicação em profissionais que frequentemente estão expostos a situações de tomadas de decisão influenciadas pelo stress que afeta ou não o resultado final.

    Apresento abaixo as principais questões em que, no meu entender, um potencial trader deve dedicar a sua aprendizagem:

    1. Como melhorar a inteligência emocional: Lidar com emoções negativas

    Controlar as nossas próprias emoções negativas é essencial para manter o equilíbrio emocional. Não se pode deixar uma emoção negativa (como por exemplo sofrer um red) comandar as suas atitudes nem influenciar os seus pensamentos, pelo contrário, uma emoção negativa tem de ser controlada, contida, para não ultrapassar o limite.

    2. Como melhorar a inteligência emocional: Lidar com a pressão

    Toda a gente tem os seus momentos e stress, mas a forma como se lida com esse stress é que varia de pessoa para pessoa. Uma pessoa que lide com este problema, mas procure soluções práticas e equilibradas, deverá ter sucesso. Se por outro lado deixar as suas ações serem dominadas pelas suas emoções é uma pessoa reativa. No Trading não queremos ser reativos, pois a influência das emoções leva a atitudes erradas, aumentando as chances de perda.

    3. Como melhorar a inteligência emocional: Interpretar a emoção dos outros

    Um trader que consegue aprimorar a sua inteligência emocional vai conseguir identificar os pequenos detalhes que as emoções dos outros deixam transparecer, tirando proveito disso. Consegue por exemplo perceber as expressões faciais e linguagem corporal de jogadores e treinadores e detectar o que isso poderá trazer para o jogo.


    Conclusão: O reconhecimento da importância da Inteligência Emocional

    Se fizerem uma consulta no Wikipedia, vão poder ler que apenas em 1983, Howard Gardner, na sua teoria das inteligências múltiplas, introduziu a ideia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de se compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros).
    Para Gardner, indicadores de inteligência como o QI não explicam completamente a capacidade cognitiva.

    Assim, embora os nomes dados ao conceito tenham variado, há uma crença comum de que as definições tradicionais de inteligência não dão uma explicação completa sobre as suas características.

    O conceito de inteligência emocional foi desenvolvido por Daniel Goleman e de acordo com a sua análise, esta é definitivamente a base que pode sustentar um desempenho superior em profissionais que são movidos e avaliados em resultados.
    Segundo Goleman a inteligência emocional pode até ser responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos.

    Os dois indicadores principais são:

    • Perceber se o profissional tem uma auto avaliação precisa, pois ele deve ter a capacidade de se conhecer como ele realmente é ou o mais próximo possível;
    • Compostura, ou seja, a habilidade de lidar com situações complicadas mantendo a calma;

    Um profissional que tenha uma inteligência emocional superior, é reconhecido por ser paciente e manter a compostura em situações de stress, e que perante a ambiguidade de fatos ainda apresenta uma tolerância acima da média.

     

    Concluindo, creio ser consensual após a leitura deste artigo que estamos perante uma definição de um conceito que tem ainda muito pouco tempo de estudo e análise, mas que ao mesmo tempo nos permite perceber a sua importância numa atividade com elevados níveis de ansiedade, cheia de medos e receios, e onde se tende a justificar as perdas e más decisões com a "falta de sorte".

    Se juntarmos a capacidade de trabalho ao conhecimento cognitivo, e estas duas variáveis doseadas com o controle das emoções, estamos a elaborar uma fórmula de sucesso.

    Espero os seus comentários e opiniões através do fórum da Academia das Apostas.

     


    Ver no portal em: Artigos » Inteligência Racional X Inteligência Emocional
    JPP14

    Offline Elita Crespim

    • Mensagens: 1
      Re: Inteligência Racional X Inteligência Emocional
      « Responder #1 em: Maio 14 2015, 14:51 »
      Muito bom se alguem tem ou sabe de livros que melhorem e ensinem a se conhecer! compartilhe eu preciso.

      Offline vinny884

      • Mensagens: 61
        Re: Inteligência Racional X Inteligência Emocional
        « Responder #2 em: Maio 13 2016, 10:56 »
        Excelente!!