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A ascensão das mulheres no UFC


A ascensão das mulheres no UFC
O Ultimate Fighting Championship, ou simplesmente UFC, foi criado no ano de 1993, porém apenas em 2013, 20 anos depois, ocorreu a primeira luta feminina na maior organização de MMA do mundo. De lá para cá, as mulheres vem ganhando cada vez mais espaço no UFC, inclusive fazendo lutas principais em alguns eventos, gerando milhões em vendas de Pay Per View e chamando a atenção do público amante das lutas marciais mistas.

A primeira luta

No final de novembro de 2012, Dana White, um dos chefões do UFC, revelou ao mundo que a organização teria uma categoria de luta destinada ao sexo feminino e informou que havia assinado com a lutadora Ronda Rousey, campeã do Strikeforte, para estrear nesta nova categoria. O evento ocorreu já em 2013 no UFC 157, foi a principal luta da noite, deixando inclusive a luta entre Lyoto Machida e Dan Henderson em segundo plano, e ocorreu entre Ronda e a desafiante Liz Carmouche. Ronda, que já chegou com o cinturão por tê-lo conquistado na outra organização que participava, não encontrou dificuldades e venceu com uma chave de braço no final do primeiro round, levando os fãs ao delírio no Honda Center, na Califórnia. O evento foi sucesso de vendas e a organização lucrou R$ 35 milhões, um aumento de 40% em vendas de Pay Per View com relação ao evento anterior, o UFC 156 que contou com nomes como José Aldo, Rashad Evans e Alistair Overeem, demonstrando que as lutas femininas chegaram para ficar.

A primeira campeã

Ronda Rousey chegou com moral ao UFC, já que foi a primeira mulher a assinar contrato com a organização e ainda figurava como a detentora do cinturão por tê-lo conquistado no Strikeforce. A norte-americana, com 26 anos na época, tinha cartel invicto até o momento ao vencer suas duas primeiras lutas em eventos menores e chamou a atenção por sua qualidade. Após isso, foi para o Strikeforce onde venceu mais 4 lutas onde conquistou o cinturão na terceira e o defendeu com sucesso em sua quarta e última luta pela organização antes de assinar com o UFC. A atleta, que tem como sua especialidade o judô onde é faixa preta 4º Dan, chegou como favorita no UFC 157 e não deixou dúvidas sobre sua qualidade ao vencer Liz Carmouche sem dificuldades com seu golpe principal, a chave de braço, mesmo golpe utilizado em suas 6 vitórias anteriores, demonstrando que ir para o chão com Ronda era derrota praticamente certa. Após o evento, Dana White se disse muito satisfeito com a qualidade da luta e com a repercussão gerada, afirmando que lutas femininas seriam cada vez mais frequentes nos cards seguintes.

Mais 6 defesas de cinturão e a inesperada derrota de Ronda

Após vencer Liz Carmouche, Ronda fez mais 6 lutas no UFC em um período de 2 anos. Primeiramente derrotou Miesha Tate, lutadora que já havia sido derrotada por Rousey no Strikeforce, com mais uma finalização por chave de braço no terceiro round do UFC 168. Depois bateu a norte-americana Sara McMann no UFC 170 com um nocaute técnico causado por uma forte joelhada da detentora do cinturão. No UFC 175, nova vitória, desta vez sobre a canadense Alexis Davis por nocaute através de socos. No UFC 184, Rousey enfrentou Cat Zingano e esta era vista como uma das mais difíceis de sua carreira, porém a campeã não tomou conhecimento da adversária e finalizou a desafiante com apenas 14 segundos de luta, mantendo o cinturão por mais um evento. No UFC 190, o duelo foi contra a brasileira Bethe Correia e mais uma vez Ronda atropelou ao conquistar ótima vitória por nocaute com apenas 34 segundos de luta. Ronda parecia imbatível e vinha ganhando suas lutas com grande facilidade, porém chegou o UFC 193 e tudo mudou. A desafiante seria Holly Holm, norte-americana 34 anos que tinha como especialidade o kickboxing e vinha com um cartel impecável de 9 vitórias e nenhuma derrota. Ronda era tida como ampla favorita pelos especialistas para este confronto e parecia que iria defender seu cinturão sem grandes problemas por mais uma vez. Ronda começou a luta bem, indo para cima da adversária e conseguiu levar a luta para o chão onde é mortal, porém Holm conseguiu se levantar e escapar da famosa chave de braço da campeã e no restante de primeiro round a desafiante conseguiu desferir bons golpes e acabou a primeira parcial em vantagem. No segundo round, Holm entrou com a moral elevada e acertou mais vários golpes, encerrando a luta com uma sequência de chutes e socos e a luta teve de ser interrompida pelo árbitro Herb Dean. Acabava-se o reinado de Ronda Rousey no UFC.

Cinturão em várias mãos

Após Ronda ser destronada, Holly Holm era a nova campeã feminina do UFC. A então detentora do cinturão voltou ao octagon no UFC 196 para enfrentar Miesha Tate, que já havia sido campeã do Strikeforce, mas havia perdido o título para Ronda Rousey, e agora a lutadora teria nova chance de ser campeã. No primeiro round, a luta foi equilibrada com Holm tentado socos e chutes e Tate buscando levar para o chão, porém a primeira parcial ocorreu sem grandes emoções. No segundo round, a campeã veio com tudo pra cima da desafiante, porém Tate conseguiu levar a luta para o chão e desferiu vários golpes e acabou vencendo a parcial sem reação da adversária. O terceiro e quarto round seguiram da mesma forma, com Miesha Tate superior e Holly Holm encontrando bastante dificuldade para impor seu jogo. Já no final do quinto round, quando parecia que a desafiante venceria por pontos, Miesha conseguiu encaixar um mata-leão na adversária e apagou a então detentora do cinturão para, enfim, se tornar campeã do UFC.

Após conquistar o cinturão 4 meses antes, Tate voltou para defender o título no UFC 200 contra a brasileira Amanda Nunes. Amanda chegou ao Ultimate Fighting Championship na metade de 2013, tinha um cartel de 4-1 na organização e conquistou o direito para lutar pelo título após uma sequência de 3 boas vitórias, porém Tate era vista com amplo favoritismo para o confronto. No octagon, porém, Amanda começou a luta com grande ímpeto, indo para cima da campeã sem receio e conseguiu uma surpreendente finalização ainda no primeiro round para conquistar o cinturão e ser a primeira brasileira a conseguir tal fato.

Após o domínio de 2 anos de Ronda, a categoria feminina do UFC demonstrou ser bastante equilibrada, já que após Rousey, ninguém conseguiu defender o cinturão e a categoria teve 3 campeãs diferentes. O certo que as lutas femininas vêm sendo um grande sucesso de crítica, público e vendas de Pay Per View, demonstrando que as lutadoras vêm alcançando seu espaço na organização e chegaram para ficar e proporcionar belos espetáculos dentro do octagon.
 

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